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BEM VINDOS AO SINDICATO DOS CONTABILISTAS DE PORTO ALEGRE
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Um histórico da profissão contábil e de seu sindicato

Século XX

O ano era 1905, 9 de janeiro, o então presidente da Velha República, Rodrigues Alves, sanciona o Decreto 1.339 que declarava de utilidade pública e reconhece como de caráter oficial os diplomas conferidos pela Academia do Comércio do Rio de Janeiro e pela Escola Prática de Comércio de São Paulo, ambas fundadas em 1902.

Poderíamos até assegurar que no início do século XX a classe dos Guardas-Livros brasileiros, vivia um clima de euforia, visto que o País atravessava momentos de grandes transformações na política e na economia, sem contar ainda, que um sentimento de organização profissional e trabalhista tomava conta da sociedade.

Na década de 1910, com a fundação do Instituto Brasileiro de Contabilidade e do Instituto Paulista de Contabilidade, aliado aos resultados convergentes da conduta e do entendimento dessas Entidades, começaram a nascer os atuais sindicatos da Classe Contábil, a cujo exemplo se moldaram como entidades profissionais, de que tanto nos orgulhamos.

Historicamente, ainda em 28 de agosto de 1916, no mesmo dia em que o Senador João Lyra pronunciava no Senado Federal, memorável discurso sobre a Ciência da Contabilidade e a necessária regularização da profissão do Guarda-Livros, na Associação dos Empregados do Comércio do Rio de Janeiro, resolvia-se a imediata convocação dos profissionais da Capital da República, a fim de tratar da fundação do Instituto Brasileiro de Contabilidade.

Em 1924, realiza-se no Rio de Janeiro, o 1º Congresso Brasileiro de Contabilidade, oportunidade em que foram apresentadas propostas junto aos Poderes Públicos para criação de uma lei que regulamentasse o exercício das funções dos profissionais de contabilidade no Brasil.

Por mais belas que tenham sido as ações de nossos precursores, antes de 1926, não formávamos, ainda, uma unidade com sentido nacional orgânica, como a que surgiu à tona naquele histórico, 25 DE ABRIL DE 1926, quanto o Senador João Lyra, ao agradecer as homenagens que lhe prestavam os profissionais de Contabilidade de São Paulo, afirmou: "Trabalhemos, pois, bem unidos tão convencidos do nosso triunfo, que desde já consideramos o dia 25 de abril, o Dia dos Contabilistas Brasileiros". Nesta oportunidade é que foi solenemente proclamada a CLASSE DOS CONTABILISTAS BRASILEIROS, sentimento classista nascido da proposta feita em 27 de dezembro de 1925, pelo grande e saudoso Contabilista Professor Francisco Dáuria, semente dos, hoje, Conselhos Regionais de Contabilidade.

Foi a Revolução de 1930, entretanto, que trouxe através do Governo Provisório, em data de 30 de junho de 1931, o Decreto 20.158 reformando o ensino comercial e estabelecendo o registro obrigatório dos guarda-livros e contadores na Superintendência do Ensino Comercial. O decreto nº 20.158 foi assinado por Getúlio Vargas, Chefe do Governo Provisório.

Na época de forma equânime e dignificante do trabalho organizado para a construção de base sólida, os Guarda-Livros conquistaram mais uma etapa de igualdade que culminou com a incorporação da classe ao ponto precípuo da associação de seus membros. Assim historicamente conseguimos a aliança dos profissionais da contabilidade, quando obtivemos as leis regulamentadoras e emancipadoras da profissão e que a fixaram entre as de melhor quilate no panorama cultural e profissional na ocasião.

Precisamente no dia 27 de maio de 1946, o então presidente da República, Eurico Gaspar Dutra, assinou o Decreto Lei nº 9.295, que até hoje é o documento legal que disciplina o exercício da profissão contábil em todo o País.

Foi uma grande conquista, pois, a partir desta data, estava-se consolidando definitivamente a profissão contábil no Brasil.

Da época guardamos a impoluta imagem do Guarda-Livros, como um executor sóbrio de suas árduas tarefas, aliado a de um senhor registrador, com letra legível, quando não desenhada, dos fatos como fatos, curvado pela cotidiana fadiga exigida pelo seu trabalho, em altas e inclinadas mesas, onde operava seus lançamentos contábeis, certamente vestindo um termo escuro, como a dignidade de então exigida.

Reverenciar o passado não se trata de saudosismo, mas sim um culto à história da profissão contábil, bem como o respeito devido aos personagens que vivenciaram a profissão à época da assinatura da Lei da regência da classe dos Contabilistas brasileiros.

A iniciativa dessa modernidade de organização do trabalho da profissão contábil, em Porto Alegre coube a um grupo Contabilistas que, em 04 de janeiro de 1933, reunidos em memorável assembléia à rua Sete de Setembro, n.º 1146, elegeram e nomearam uma Comissão composta pelo Sr. Henrique Desjardins, eleito Presidente da Comissão, um Secretário, o Sr. Afonso Tamartin e um Adjunto, o Sr. Julio Outeiral dos Santos, para tratar da fundação de uma entidade de classe, a qual teria o objetivo de sindicalizar a nova corporação, nos termos do Dec. 19.440/31.

Em 14 de janeiro de 1943, em outra assembléia fundou-se o INSTITUTO RIOGRANDENSE DE CONTABILIDADE, dia também em que foi aprovado o 1º estatuto da entidade e eleita a Diretoria constituído naquela oportunidade para fins de estudo, coordenação, proteção e representação legal da categoria, aliado ao intuito de colaborar com os poderes públicos, e as demais associações no sentido da solidariedade social e da sua subordinação aos interesses nacionais.

Nessa memorável Assembléia, pudemos distinguir (pelas assinaturas na ata) a presença de vários Contabilistas, entre os quais destacamos Alcides Antunes, Julio Outerial dos Santos, Gilberto Ferreira de Morais, José Leon Pereira, Eduardo Moreira Henriques, Guido Mondim, Virgilio Cortese, Silvério de Jesus Teixeira, Vasco Martins de Campos Netto, Manoel Ferreira da Silva Jr.

Foram estes os pioneiros que deram início ao processo de transformação daquele Instituto juntamente com Syndicato dos Contabylistas RioGrandense para o atual Sindicato dos Contabilistas de Porto Alegre, cujo reconhecimento pelo Ministério do Trabalho deu-se por carta ministerial em 04 de novembro de 1943.

Dessa forma, com a criação dessa nova Entidade Contábil, iniciava-se uma pujante evolução do movimento sindical dos Contabilistas em Porto Alegre, comandados por homens dignos, autênticos, idealistas e líderes classistas, que trabalharam com denodo na construção dos pilares deste projeto gigantesco que é o Sindicato dos Contabilistas de Porto Alegre.

Foi uma grande conquista, pois, a partir desta data, estava se consolidando definitivamente o desenvolvimento e a defesa da profissão contábil em nossa cidade, com o trabalho entusiasta que se seguiu por várias diretorias, que foram presididas por:

Henrique Desjardins - 1949/1950

Zilmar Bazerque de Vasconcellos - 1951/1952

Alberto Scotto Alice - 1953/1955

Jairo Gondin da Silva - 1955/1957

José Visconti Rodrigues - 1957/1959

José Visconti Rodrigues - 1959/1961

Orvalho Papaleo - 1961/1964

Francisco Dirceu Xavier Lobo - 1964/1966

Wilson Oliva - 1966/1968

Zilmar Bazerque de Vasconcellos - 1968/1971

Artur Daniel Beust - 1972/1974

Zilmar Bazerque de Vasconcellos - 1975/1980

Carlos Falkenberger - 1981/1983

Salvador Barbosa Rangel Neto - 1984/1986

Olívio Koliver - 1987/1989

Carlos Arthur Weber - 1990/1992

Vilson Ling - 1993/1995, 1996/1998 e 1999 a agosto/2001

Ferdinando de J. Mota Jr: de setembro/2001 a dezembro/2001

Magda Gattini - 2002/2004

Carlos Alexandre Randazzo - 2005/2006

Daniel Souza dos Santos - 2006/2007.

Também já contamos em nosso quadro social grandes nomes, como: Dr. Getúlio Dornelles Vargas, Frederico Hermann Júnior, Major Alberto Bins, Dr. Antônio Borges de Medeiros, Francisco de Leonardo Truda, General Antônio Flores da Cunha, Francisco D'Aria, entre outros.

 

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